O que é verdade? O que / Quem designa o que é certo ou errado? Creio que sem estes “conceitos de verdade” o universo seria um lugar inabitável. Porém, devemos ressaltar que o fato de que sempre vivemos com uma “verdade” estabelecida como aquilo que deve ser seguido forma algo muito constante entre nós; o Preconceito. Ter uma opinião de algo, ou alguém, antes de conhecê-lo, faz com que sejamos preconceituosos e, muitas vezes, criadores de estereótipos.
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Por que todo nordestino precisa ter hábitos rudimentares? Por que toda mulher precisa dirigir mal? Se fossemos contar, não conseguiríamos chegar a um número, nem mesmo que arredondado de estereótipos que cometemos, às vezes, sem pensar. O fato de pensarmos assim proveio de um pensamento anterior; que muitas vezes são de familiares, ou de pessoas muito próximas a esse indivíduo que ainda está construindo sua identidade mental.“Não quero você brincando com os filhos daquela mulher...” Como dizem, não se julga um livro pela capa. Clichês à parte, porém nada pode ser julgado antes de provar do que é capaz. Ainda nessa linha de raciocínio, podemos ainda nos perguntar: O que faz de algo ser melhor ou pior que outro? Quem decide quem / o que é o mais importante? Segundo Michel Foucault, a verdade é fruto da consciência humano. Ele ainda ressalta que o real não existe, é criado pelo próprio ser humano. Algo só é o que é, porque alguém um dia se questionou o que era aquilo era e o nomeou. Constituíram então a definição e as características daquilo, fazendo com que aqueles que entrarem em contato com aquilo logo saibam os que ele oferece ou o que ele é. Percebam que algo só é o que é porque alguém o definiu antes. Seja gordo ou magro, alto ou baixo, inteligente ou incipiente.
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Por que todo nordestino precisa ter hábitos rudimentares? Por que toda mulher precisa dirigir mal? Se fossemos contar, não conseguiríamos chegar a um número, nem mesmo que arredondado de estereótipos que cometemos, às vezes, sem pensar. O fato de pensarmos assim proveio de um pensamento anterior; que muitas vezes são de familiares, ou de pessoas muito próximas a esse indivíduo que ainda está construindo sua identidade mental.“Não quero você brincando com os filhos daquela mulher...” Como dizem, não se julga um livro pela capa. Clichês à parte, porém nada pode ser julgado antes de provar do que é capaz. Ainda nessa linha de raciocínio, podemos ainda nos perguntar: O que faz de algo ser melhor ou pior que outro? Quem decide quem / o que é o mais importante? Segundo Michel Foucault, a verdade é fruto da consciência humano. Ele ainda ressalta que o real não existe, é criado pelo próprio ser humano. Algo só é o que é, porque alguém um dia se questionou o que era aquilo era e o nomeou. Constituíram então a definição e as características daquilo, fazendo com que aqueles que entrarem em contato com aquilo logo saibam os que ele oferece ou o que ele é. Percebam que algo só é o que é porque alguém o definiu antes. Seja gordo ou magro, alto ou baixo, inteligente ou incipiente.
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Quem foi que disse que um diamante deva valer mais do que qualquer outro minério? Quem foi que designou as cores femininas ou cores masculinas? Por que um pequeno pedaço de papel, vulgo dinheiro, pode valer tanto a ponto de fazer os homens cometer loucuras e até crimes entre si? Todos esses “princípios” estão relacionados ao que já nos falaram anteriormente. Por que será que não entramos dentro d’água após uma grande refeição? Por que não manuseamos aparelhos de alta tensão elétrica livremente, por exemplo? Alguém, certamente os responsáveis pela nossa educação, nos ensinaram que essas coisas são prejudiciais. Certamente sem esse pré-conceito sobre o que nos causará mal ou bem, seria extremamente confuso. O mundo seria desordenado e não haveria condição para a vida. Conclui-se então que o preconceito é uma característica humana. Ousaria até reformar uma frase bastante conhecida de Descartes pois,
Quem foi que disse que um diamante deva valer mais do que qualquer outro minério? Quem foi que designou as cores femininas ou cores masculinas? Por que um pequeno pedaço de papel, vulgo dinheiro, pode valer tanto a ponto de fazer os homens cometer loucuras e até crimes entre si? Todos esses “princípios” estão relacionados ao que já nos falaram anteriormente. Por que será que não entramos dentro d’água após uma grande refeição? Por que não manuseamos aparelhos de alta tensão elétrica livremente, por exemplo? Alguém, certamente os responsáveis pela nossa educação, nos ensinaram que essas coisas são prejudiciais. Certamente sem esse pré-conceito sobre o que nos causará mal ou bem, seria extremamente confuso. O mundo seria desordenado e não haveria condição para a vida. Conclui-se então que o preconceito é uma característica humana. Ousaria até reformar uma frase bastante conhecida de Descartes pois,
“PENSO, LOGO PRÉ-CONCEITUO”.
A capacidade de pensar está inteiramente atrelada ao fato de poder discernir e intervir naquilo que quer. Ser humano é ser preconceituoso. É hipócrita afirmar que não se é preconceituoso. A única maneira de esses conceitos prévios acabarem, seria se toda a raça humana fosse reinventada; coisa que é vista como impossível. Mas é possível se reconstruir. É sempre possível mudar a opinião contra algo que foi sempre mostrado como o inquestionável. A regra é nunca ter o ponto de vista que todos querem que nós tenhamos, porém devemos respeitar sempre as condições impostas pelas outras pessoas ou coisas. Se seguirmos este conceito, estamos perto de encontrarmos a igualdade que sempre aspiramos.

